| voltar | ||
| o riso | ||
| para Rosa Beatriz Gouvea da Silva assassinada em Cuzco - 25/06/1986 | ||
| (...)E
se vires que pode merecer-te alguma cousa a dor que me ficou da mágoa, sem remédio, de perder-te,(...) Luiz de Camões, em soneto provavelmente dedicado à jovem chinesa Dinamene, morta em naufrágio poema de tão grande delicadeza que corre-se o risco de ofendê-lo por apenas citá-lo. |
||
| O
riso esquecido: esperar estrelas no céu de Angra dos Reis, desrespeitar as leis francesas contra a ivresse publique, vigiar as nuvens no pequeno pátio atrás da velha Catedral Barcelona onde o sol se punha a Plaza DEl Rey despertando a noite, o espanto das ilusões, a impossibilidade de fazer revoluções. Não ter onde ir ter que ir permanência de algum sonho? amamos um amor que se movia na paixão de um tempo em colapso. Mãos e dedos em silêncio, na densa neblina esperamos som robusto de grito alegria de quebrar travas, acontecimentos inesperados. Fluência de águas subterrâneas milenares e sem continentes, seria o amor um riso saudoso do riso de infância de que se imagina feito? |
||
|
Basilio Miranda |
|
|
| . | ||
| voltar |