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Dai-me sanidade
deus que não tive
dai-me pedra fria
onde o rosto pouse
calmo
dai-me nem bússola
nem lastro
mas a persistência das assíntotas
que sabem inatingível
a meta
e ainda assim
dela se aproximam
dai-me riso, fogo e geometria
a beleza da lógica
dai-me o que nunca terei
e que é apenas
o que tive
e perdi
dai-me pedra áspera
onde o meu rosto
não espere
repouso
dai-me um deus
que comigo não se pareça
e que nada exija
e que nada ofereça.
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