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o jardim
desfigurado
folhas de quantos outonos
escondem o solo secas
as árvores agigantam-se
inclinam-se
esquálidas
pálidas
assustadoras.
a casa arruinada
mostra seus ossos
sob o limo
os velhos mortos
ainda discutem
conjecturam
disputam
o espólio.
os ratos lépidos
cavam suas tocas
sob as vigas
as paredes mortas
apenas observam
esperam
isentas
o colapso.
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